sexta-feira, 17 de setembro de 2010

4G vai extinguir o 3G, diz analista




4G vai extinguir o 3G, diz analista
HTC EVO é o primeiro aparelho desenvolvido com funcionalidades para o 4G


SÃO PAULO - O 4G deve extinguir o 3G. A previsão é de Marco Galaz, diretor de telecomunicações da Everis Brasil, consultoria especializada no mercado de tecnologia da informação.


Segundo Gerez, inicialmente, o 3G deve passar por uma popularização temporária devido à redução do preço de seus pacotes. Porém, o padrão deve cair em desuso logo na sequência. “O 3G deve passa pelo mesmo que aconteceu com o 2G com o modelo subsequente”, aponta ele.


De acordo com o cronograma aprovado pela Anatel, o início da análise de licitação do edital, que possibilitará às operadoras acesso à faixa de frequência de 2,5 Gigahertz (GHz) para oferecer a tecnologia 4G, deve começar no final de novembro deste ano.


A previsão é a autorização das empresas vencedoras esteja finalizado em 2012. A nova tecnologia deve ser ofertada aos usuários em 2013.


Em relação às regiões onde o 3G ainda não chegou, Gerez aponta que o mais conveniente às operadoras seria aguardar e fazer a instalação da tecnologia 4G diretamente. Segundo o analista, uma solução para alavancar o acesso da população à tecnologia poderia ser a redução de impostos pelo Governo ou oferta de subsídios vinculados ao Plano Nacional de Banda Larga.

Países como Colômbia, Chile e Argentina estão à frente do Brasil em matéria de testes com a nova tecnologia. Segundo Gerez, as proporções continentais do Brasil seriam um dos fatores para justificar o atraso. “Um país do tamanho do Brasil exige análises mais detalhadas.


Migrar do 3G para o 4G no Chile é o mesmo que fazer a transferência da rede apenas no Estado de São Paulo. Por isso, que o Brasil tem tomado um tempo maior que os vizinhos para essa mudança”, indica o executivo.


Outro segmento de mercado que deve ganhar fôlego extra com o advento do padrão 4G segundo Gerez é o dos desenvolvedores de aplicativos. “Com mais pessoas usando smartphones para navegar na web, teremos uma demanda maior por aplicativos e softwares móveis”, finaliza ele.

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