sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

79 mil tablets sem marca com Android


Com tantos tablets Android anunciados na CES 2011, é difícil não acreditar que em breve veremos o Android, sistema do Google, passar o iOS, da Apple, também nesse território.

Num mundo quase paralelo – o dos produtos sem marca –, é fácil constatar que parte desse sucesso já está se delineando há muito tempo. Uma pesquisa rápida no site Alibaba.com, com os termos “Android Tablet” e com os filtros “Gold Supplier” e “OEM Service” selecionados, revela uma lista com nada menos que 78926 tablets, vindos da China.  É mais que impressionante.  Isso significa que, para cada dispositivo que leva marcas de destaque como Samsung, Asus e Motorola, há milhares de outros sem nome vendidos pelo mundo afora.

O Google tem uma série de restrições para esses fabricantes.  Para ter acesso ao Android Market por exemplo, o fabricante deve seguir uma norma de adequação (Android Compatibility Definition Document) e existe ainda uma norma para cada versão do Android. Aplicações do Google como YouTube, Google Maps Navigation e Gmail têm licenças separadas e portanto o fabricante deve solicitar parceria mediante um email. A nova versão, Honey Comb,  promete diminuir essas restrições, mas já circulam rumores, ainda não confirmados, de que haverá restrições de resolução e processador.

Nesse cenário, muitos dos fornecedores preferem simplesmente ignorar tudo e não oferecem, em contrapartida, acesso à loja de aplicativos. Vale mencionar ainda que a grande maioria também viola a licença GNU GPL da maioria dos componentes de software.  Num momento de curiosidade, Angus Gratton, criador de um Hackerspace,  fez uma lista de violações, divulgada também na lista GPL Violations.  Haverá muito mais por aí.

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