terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Arianna Huffington será capaz de salvar a AOL?

Arianna Huffington será capaz de salvar a AOL?
A partir de agora, Huffington coordenará a maior parte do conteúdo da AOL, conforme a companhia se esforça para atrair público e vender anúncios.


SÃO FRANCISCO - A AOL espera que Arianna Huffington prove ser tão boa coordenando transformações corporativas como foi em sua vida pessoal.


Desde que ela se tornou uma figura pública proeminente como esposa de um multimilionário candidato ao Senado norte-americano em 1994, Huffington é ao mesmo tempo adorada pelos conservadores e vista como heroína pelos liberais.

Ela rejeitou qualquer possibilidade de se tornar candidata política durante a falida campanha do seu marido para governar a Califórnia, em 2003.


Enquanto isso, Huffington tem provado que sabe ser charmosa e provocadora (às vezes as duas características podem ser testemunhadas em poucos minutos de conversa pontuadas pelo seu sotaque grego).


Com 60 anos de idade, Arianna Huffington poderá ainda aumentar seu púlpito na AOL. A companhia está pagando 315 milhões de dólares pelo site de notícias e opinião comandado pela grega, além de apontá-la como responsável pela próxima e aguardada guinada estratégica da empresa de internet.


A partir de agora, Huffington coordenará a maior parte do conteúdo da AOL, conforme a companhia se esforça para atrair público e vender anúncios. O inventário inclui os sites de tecnologia Engadget e TechCrunch, a rede de sites de notícias suburbanas Patch.com e o serviço de mapas online MapQuest. Combinados com o Huffington Post, os sites tem uma audiência de aproximadamente 300 milhões de internautas em todo o mundo.


“Acredito que esta é uma oportunidade excelente para contar as histórias do nosso tempo, em nível nacional e local, e expandir nosso alcance internacional”, declarou ontem Huffington em entrevista para a Associated Press.


Ontem, cerca de 300 funcionários da AOL aguardavam para serem apresentados à Huffington nos escritórios de Nova York. Eles a cumprimentaram com uma ovação, de acordo com Howard Fineman, funcionário da empresa.

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