terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Índia exige acesso total a dados do BlackBerry

Índia exige acesso total a dados do BlackBerry
No começo deste mês, a RIM afirmou ter dado à Índia meios para acessar seu serviço de mensagens instantâneas antes da data estabelecida pelo governo


NOVA DÉLI/CARACHI - A Índia rejeitou oferta da fabricante de celulares Research In Motion de dar ao governo acesso apenas parcial a seus serviços de dados dos aparelhos BlackBerry.


Já o vizinho Paquistão voltou atrás de sua decisão de restringir os serviços dos smartphones.

Não ficou imediatamente claro o que o governo indiano, que afirma estar agindo por preocupações de segurança, vai fazer após a decisão da RIM. A fabricante canadense decidiu não cumprir as demandas governamentais de permitir o monitoramento de e-mails corporativos até a data de 31 de janeiro. A RIM havia afirmado anteriormente acreditar que não seria banida da Índia.


No começo deste mês, a RIM afirmou ter dado à Índia meios para acessar seu serviço de mensagens instantâneas antes da data estabelecida pelo governo, mas reiterou que não daria às autoridades acesso aos e-mails corporativos protegidos.


O Ministro do Interior, Palaniappan Chidambaram, disse em uma coletiva de imprensa que o governo ainda desejava ter acesso aos e-mails.


No ano passado, a Índia pediu acesso a todos os serviços do BlackBerry como parte de seus esforços para combater milícias e ameaças por meio da Internet ou telefone. As mesmas demandas se repetiram em outros países que também tentaram, às vezes com sucesso, restringir as funções do popular smartphone.

Nesta segunda-feira pela manhã, o Paquistão advertiu as operadoras de telefonia para que não dessem acesso aos serviços de BlackBerry a missões estrangeiras, alegando ter preocupações com a segurança dos meios de comunicação, disseram fontes do setor.


Mas a instrução foi revertida mais tarde. O Paquistão permitiu que as operadoras continuem oferecendo os serviços para missões estrangeiras, disse uma fonte do setor que não quis ser identificada à Reuters.

O porta-voz da Pakistan Telecommunication Authority (Autoridade em Telecomunicações do Paquistão), Khurram Ali Mehran, confirmou que os serviços continuaram normalmente. Não ficou imediatamente claro o porquê da retratação do Paquistão.


No ano passado, a RIM escapou por pouco de ser banida da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes.

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