quarta-feira, 16 de março de 2011

Efeito Japão faz preços de chips dispararem

SEUL - Os preços de componentes tecnológicos importantes continuavam avançando hoje, enquanto danos causados pelo terremoto e tsunami japonês ameaçavam prejudicar as cadeias mundiais de produção industrial.


Dezenas de empresas japonesas, de fabricantes de componentes a grupos de eletrônica e montadoras de automóveis, estão mantendo suas fábricas fechadas, e os danos à infraestrutura, incluindo estradas, redes de energia, ferrovias e portos, demorarão meses a ser reparados.

A perspectiva de perturbações mundiais nos suprimentos levaram empresas de todo o mundo a uma corrida por fontes alternativas de componentes de alta tecnologia, um setor em que o Japão continua a ser um dos protagonistas dominantes.


O grupo de pesquisa IHS iSuppli afirmou que o terremoto e suas consequências podem resultar em escassez significativa de certos componentes eletrônicos e causar fortes aumentos de preços.


"Embora haja pouca informação de danos efetivos nas linhas de produção de eletrônicos, o impacto sobre os transportes e a infraestrutura resultará em perturbações no suprimento, resultando em escassez e alta de preços", afirmou a iSuppli.


"Os componentes afetados incluirão chips de memória flash NAND, DRAM, componentes lógicos padronizados, painéis de cristal líquido (LCD) e componentes e outros materiais para LCDs", afirmou a empresa.


Os preços de chips de memória flash NAND no mercado à vista continuaram em alta nesta terça-feira, subindo em quase 3 por cento após a alta de 20 por cento na véspera, enquanto os preços dos chips de memória DRAM subiram mais 0,2 por cento depois dos 7 por cento da segunda-feira, de acordo com a DRAMeXchange, que acompanha os negócios nesses mercados.


O Japão responde por um quinto da produção mundial de semicondutores, o que inclui 40 por cento dos chips de memória flash usados em todo tipo de aparelho, de celulares inteligentes a tablets e computadores.

Mesmo que os embarques de componentes sejam afetados pelo terremoto por apenas duas semanas, a escassez e seu impacto sobre os preços devem perdurar até o terceiro trimestre, segundo a iSuppli.

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