quarta-feira, 9 de março de 2011

LED da Nasa ajuda pacientes com câncer


LED da Nasa ajuda pacientes com câncer



SÃO PAULO – Uma tecnologia originalmente desenvolvida pela Nasa para o cultivo de plantas em ônibus espaciais provou ser de grande ajuda a pacientes em tratamento contra o câncer.
Usando dispositivo HEALS (High Emissivity Aluminiferous Luminescent Substrate), que emite luz em comprimentos quase infravermelhos, médicos conseguiram reduzir com sucesso alguns dos efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia em pacientes que se submeteram ao transplante de medula óssea e células troco.
Os testes clínicos de dois anos mostraram que o equipamento reduz a dor e melhora a condição da mucosite oral – espécies de feridas na boca; elas são um efeito colateral comum e doloroso, resultante da quimio e da radioterapia.
O HEALS é composto por 228 chips de LED, do tamanho de um grão de arroz. Os LED são fontes de luz que liberam energia sob a forma de fótons. Os longos comprimentos de onda estimulam células a ajudar na cicatrização. Graças à tecnologia desenvolvida pela Nasa, o aparelho permite aos chips que funcionem em sua capacidade máxima de irradiação sem esquentarem.
Isso permitiu que as aplicações fossem feitas bem próximas à pele dos voluntários. Ao todo, 20 pacientes com câncer do Hospital Infantil de Wisconsin e 60 pacientes com câncer da Universidade do Alabama e do Hospital infantil do Alabama foram tratados. Os 60 indivíduos foram separados em quatro grupos: pacientes de alto risco e pacientes de baixo risco, recebendo a aplicação ou recebendo um placebo. O “risco” determina a quantidade de mucosite desenvolvida.
Cada aplicação durava 88 segundos e seguia por 14 dias consecutivos após o transplante. 
O resultado mostrou que há 96% de chance de a redução da dor em pacientes do grupo de alto rico ser resultado do tratamento com o HEALS. Não houve efeitos colaterais associados ao tratamento.
O aparelho, também chamado de sistema WARP 75, é uma terapia com bom custo beneficio para os hospitais. Melhorando o estado das feridas na boca, automaticamente melhora a nutrição dos pacientes – uma vez que consegue comer – e há uma redução no uso de narcóticos para combater a dor.
O Warp 75, que deu origem ao HEALS, surgiu no início dos anos 90 com a criação da Astroculture 3, uma câmara para plantio em ônibus espaciais. Nos últimos três anos, a tecnologia começou a ser aplicada à medicina, especialmente em tumores cerebrais em crianças, úlceras na pele causadas pelo diabetes, queimaduras e mucosites orais. No momento, o WARP 75 está passando pela análise do FDA (Food and Drug Administration), órgão que regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos.
Comentário pessoal: Esperamos que os testes avancem a cada vez mais, com o objetivo de erradicar doenças que são tidas como crônicas.

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