quinta-feira, 17 de março de 2011

Sem fusão, empresas de software podem morrer

Sem fusão, pequenas de software podem morrer
Com a migração da oferta de software para nuvem, pequenos precisam unir forças para competir, afirma cientista


SÃO PAULO – As pequenas empresas fornecedoras de software terão que unir forças se quiserem sobreviver à transformação do seu mercado, avalia Silvio Meira, cientista chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife.


Segundo o especialista, metade das 10 mil empresas que fornecem software no Brasil hoje poderão desaparecer nos próximos anos, perdendo terreno para grandes provedores de aplicativos baseados na nuvem.

O cloud computing (ou computação em nuvem, para quem prefere a versão em português) muda o paradigma de consumo de software, permitindo que o cliente tenha acesso a aplicativos hospedados remotamente com custos menores e maior flexibilidade e qualidade.


“O pequeno empresário passa a ter acesso ao mesmo software de gestão de clientes (CRM) usado pela Johnson & Johnson por uma fração do preço que pagava”, diz Meira.


Para os pequenos provedores, o modelo é inviável. “Ele não vai poder criar um data center próprio para hospedar seus aplicativos. Vai ter que contratar o serviços de grandes provedores, como a Amazon, e isso vai tornar seu serviço muito pouco competitivo”, explica o especialista.


Diante deste cenário, a melhor alternativa das 9,5 mil pequenas e médias empresas de software brasileiras é unir forças. “É só através de fusões que elas podem se tornar competitivas”, opina.


De acordo com Meira, embora o cloud compiting possa parecer um ameaça distante, as empresas devem começar a se preocupar com a questão agora. “As pessoas sempre acham que as tendências vão demorar a chegar aqui. De repente, apesar de todas as dificuldades, o futuro chega e ninguém está preparado”, alerta.


Meira abordou a questão em evento nacional do ano da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, a Assespro, realizado em Brasília, na última terça-feira (15/03).

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