terça-feira, 10 de maio de 2011

Foxconn nega documento antissuicídio


SÃO PAULO - A Foxconn nega que esteja forçando seus funcionários a assinarem um contrato prometendo que não cometerão suicídio.
No início do mês, o tablóide britânico The Daily Mail publicou reportagem afirmando que a companhia taiwanesa estava sendo investigada por forçar os trabalhadores a assinarem documentos se comprometendo a não cometerem suicídios.

A Foxconn alega má interpretação de um documento de mais de um ano atrás que os funcionários assinaram, disseram autoridades chinesas.
Na reportagem, o Daily Mail cita um estudo do grupo Students and Scholars Against Corporate Misbehavior (SACOM)que revelou o documento antissuicídio bem como a evidência de que os funcionários eram forçados a fazer horas extras ilegais, sofriam humilhação pública, além de serem submetidos a péssimas condições de trabalho.
A empresa vem sofrendo pressões de consumidores e clientes, como Apple, HP, Dell e Nokia, devido às condições de trabalho muito ruins em suas fábricas, carga elevada de horas extras e salários muito baixos.
Em 2010, houve 17 suicídios. Mesmo com a adoção de medidas para evitar novas mortes de trabalhadores, a empresa já registrou um suicídio em 2011.

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