quarta-feira, 6 de julho de 2011

TIM aposta em futebol para atrair clientes



São Paulo – Operadora investe em produtos e ações com grandes times de futebol para tentar fidelizar novos clientes. 

“O chip é o mesmo usado pela TIM, mas vem com um blister customizado”, explica o Gerente de Marketing da empresa, Bernardo Bittencourt. “Cada clube tem um layout de blister, e há uma identificação dos números de cada clube. Isso faz com a gente saiba exatamente para qual time torce o cliente.” Por enquanto, os paulistanos São Paulo, Corinthians e Palmeiras e os gaúchos Grêmio e Internacional já firmaram acordo com a operadora e, em breve o serviço estará disponível para os outros três times patrocinados: Flamengo, Bahia e Vitória.
Apostando na enorme base de 100 milhões de torcedores dos oito times que patrocina no Brasil, a TIM lançou esta semana seu Chip do Torcedor. O SIM card libera conteúdo gratuito dos times, como wallpapers, hinos, notícias diárias e alerta de gols via SMS, e tem 10% da renda das vendas revertida aos clubes.

“Esta é uma tentativa de se aproximar mais do cliente, principalmente em algumas regiões estratégicas do Brasil”, diz Bittencourt. A ideia é que, com uma lista customizada por time, a operadora consiga realizar uma série de ações segmentadas – como, por exemplo, levar algum torcedor para passear com seu time no ônibus antes de uma partida.
Um parceiro já foi contratado para enviar de 1 a 3 SMS por dia com conteúdo específico de cada time; somando-se os outros serviços, como  links para vídeos e downloads, a operadora calcula estar oferecendo, gratuitamente, um benefício que normalmente custaria R$15 ao mês. “Apesar de nos preocuparmos em oferecer produtos para a nossa base, o foco desta ação são novos clientes. De repente, por causa do futebol, a pessoa que nunca tinha prestado atenção na Tim pode se interessar”, diz o gerente.
A expectativa é que os custos não cobrados sejam compensados por uma maior taxa de fidelização – afinal, já há uma identificação inicial com o time. “A ideia é ficar bem abaixo da perda mensal de 3% a 4% de clientes pré-pagos observados mensalmente nas operadoras”, diz Bittencourt.

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